Cibersegurança

Teletex usa IA para mapear vulnerabilidades e priorizar investimentos em cibersegurança

SafeX será apresentado no Mind The Sec 2026, que começa amanhã (15), e promete transformar dados técnicos e regulatórios em um mapa de riscos e ações prioritárias

Descobrir vulnerabilidades é apenas uma parte do problema da cibersegurança. Para empresas que convivem com dezenas de riscos e orçamento limitado, outra questão é igualmente importante: o que precisa ser corrigido primeiro?

É nessa etapa que a Teletex pretende atuar com o SafeX, ferramenta própria de avaliação de maturidade em segurança que será apresentada durante o Mind The Sec 2026. O evento começa amanhã (15) e segue até o dia 17 de setembro, no Expo Transamérica, em São Paulo.

A solução utiliza inteligência artificial para correlacionar informações coletadas do ambiente tecnológico da organização com referências regulatórias e setoriais e a base de conhecimento acumulada pela Teletex ao longo de quatro décadas. O objetivo é identificar os riscos considerados mais relevantes e convertê-los em um plano priorizado de evolução da segurança.

Com supervisão de especialistas da companhia, o levantamento pode ser realizado em aproximadamente uma hora e meia, segundo a Teletex.

Da vulnerabilidade ao impacto para o negócio

Um dos pontos centrais do SafeX é tentar reduzir a distância entre a análise técnica da infraestrutura e a discussão de risco realizada pela gestão.

Em vez de apresentar somente uma relação de vulnerabilidades, a ferramenta procura organizar os problemas identificados de acordo com seu impacto e indicar quais ações deveriam receber prioridade.

A avaliação considera quatro dimensões: tecnologia, processos, pessoas e riscos associados a terceiros. O resultado pode ser utilizado tanto pelas equipes técnicas quanto por CISOs e outros executivos para acompanhar a evolução da postura de segurança e subsidiar discussões sobre investimentos.

“A cibersegurança é uma operação contínua que precisa ser constantemente avaliada”, afirma Bruno Pereira, Líder de Soluções e Engenharia da Teletex. “Todos os dias surgem ameaças, no entanto, é importante priorizar os pontos mais vulneráveis, pois sabemos que poucas empresas têm orçamento para realizar todas as ações”, acrescenta ele.

A Teletex ressalta que o SafeX não pretende substituir processos de GRC, sigla para Governance, Risk and Compliance, mas funcionar como uma camada complementar de avaliação.

IA entra na avaliação da postura de segurança

O uso de inteligência artificial aparece principalmente na correlação das diferentes informações reunidas durante o levantamento.

A ideia é combinar sinais provenientes do ambiente da empresa com referências externas para acelerar a identificação dos gaps considerados mais relevantes. A análise humana permanece no processo, com especialistas supervisionando a avaliação e as recomendações geradas.

A proposta acompanha uma transformação mais ampla da cibersegurança: diante do crescimento da superfície de ataque, simplesmente produzir mais alertas pode não resolver o problema. Ferramentas de segurança começam a utilizar IA também para organizar, correlacionar e priorizar informações, ajudando equipes a decidir onde agir primeiro.

No SafeX, essa priorização procura evitar outra situação comum: recomendar a substituição indiscriminada de tecnologias que a empresa já possui.

“O SafeX pode ser realizado uma ou duas vezes por ano e as recomendações em geral são adaptações prioritárias, não queremos que o cliente mude todo o investimento que já foi feito e sim atualize seu ambiente”, conclui Pereira.

Segundo a Teletex, a ferramenta é agnóstica em relação aos fornecedores de tecnologia presentes na infraestrutura avaliada e será oferecida sem custo.

Segurança como processo contínuo

A possibilidade de repetir a avaliação periodicamente transforma o diagnóstico em uma espécie de fotografia recorrente da postura de segurança. Uma empresa pode realizar o levantamento, implementar as medidas consideradas prioritárias e posteriormente repetir o processo para verificar o que mudou e quais riscos passaram a exigir atenção.

Essa abordagem ganha importância à medida que as infraestruturas corporativas se tornam mais distribuídas e passam a envolver ambientes em nuvem, aplicações, dispositivos, funcionários e fornecedores externos.

“A área de serviços de segurança na Teletex cresceu 80% em relação ao primeiro semestre de 2025. “Hoje a segurança precisa de conexões com os parceiros de negócios e nossa ferramenta é completamente agnóstica”, destaca Bruno.

O crescimento informado pela companhia também ajuda a explicar a aposta em uma ferramenta destinada não apenas a encontrar problemas técnicos, mas a criar uma visão mais ampla da maturidade cibernética.

Em um cenário no qual nenhuma organização consegue corrigir simultaneamente todas as vulnerabilidades, a inovação pode estar menos em produzir mais uma lista de riscos e mais em conseguir responder a uma pergunta aparentemente simples: entre tudo o que está vulnerável, o que precisa ser resolvido primeiro?

O Mind The Sec 2026 começa amanhã, 15 de setembro, e segue até o dia 17, no Expo Transamérica, em São Paulo. A Teletex estará no estande C-02, onde apresentará o SafeX.

Você também vai gostar

Leia também!