Volume contratado cresceu 63,46% no primeiro semestre de 2026; companhia administra mais de 800 mil dispositivos e prevê investir R$ 750 milhões no ano
A Simpress fechou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em novos contratos de outsourcing de equipamentos de TI no primeiro semestre de 2026, crescimento de 63,46% em relação ao mesmo período do ano passado. O montante considera o valor total referente à vigência dos contratos assinados no período.
O resultado acompanha a expansão do modelo de hardware como serviço, no qual empresas deixam de comprar e administrar diretamente parte de seus equipamentos e passam a contratar dispositivos acompanhados de serviços como configuração, distribuição, manutenção, monitoramento, suporte, substituição e destinação ao final do ciclo de uso.
A Simpress começou a ampliar sua atuação para além do outsourcing de impressão em 2019. Desde então, incorporou notebooks, desktops, smartphones, tablets, impressoras térmicas e coletores de dados ao portfólio. Nesse intervalo, segundo a companhia, sua receita anual triplicou e o número de equipamentos administrados passou de menos de 200 mil para mais de 800 mil.
Somente a operação de PCs reúne atualmente cerca de 330 mil notebooks e desktops sob gestão. A companhia atende aproximadamente 830 clientes.
“A Simpress construiu ao longo de 25 anos uma plataforma capaz de operar hardware como serviço em escala nacional. Não se trata apenas de entregar um equipamento, mas de assumir toda a complexidade relacionada à configuração, distribuição, manutenção, segurança, reposição e destinação do ativo ao fim do contrato”, afirma Vittorio Danesi, CEO da Simpress.
“Em um ambiente que exige mais eficiência e controle de custos, cada vez mais organizações entendem que comprar milhares de equipamentos e assumir toda a gestão desses dispositivos consome muito capital, sobrecarrega as equipes internas e aumenta a exposição a problemas de segurança, manutenção e obsolescência”, acrescenta.
R$ 750 milhões para ampliar o parque
Para sustentar a expansão, a Simpress prevê investir R$ 750 milhões ao longo de 2026. A maior parte desse dinheiro estará diretamente ligada aos equipamentos utilizados pelos clientes.
Cerca de 96% do investimento será destinado à compra de novos dispositivos para ampliar e atualizar o parque instalado. Os 4% restantes irão para tecnologia interna, incluindo softwares, e modernização dos processos logísticos.
A escala ajuda a explicar o peso da infraestrutura nessa operação. A Simpress possui 2,4 mil funcionários, sendo mais de 1,6 mil técnicos especializados, além de 17 unidades próprias, mais de 100 revendas parceiras e centros logísticos que somam mais de 25 mil metros quadrados.
A empresa também mantém hubs em diferentes regiões para aproximar equipamentos, peças e consumíveis dos clientes e reduzir o tempo necessário para manutenção e substituição.
Essa estrutura se tornou particularmente relevante com a descentralização dos ambientes corporativos. Administrar milhares de notebooks e outros dispositivos espalhados por filiais, lojas, centros logísticos, hospitais ou residências acrescenta uma camada operacional à gestão de TI que vai além da administração de software e serviços em nuvem.
“A tecnologia avançou, mas a necessidade de garantir que os equipamentos estejam funcionando corretamente permanece. Quanto mais digital se torna uma empresa, maior é sua dependência de uma infraestrutura confiável. Nosso papel é oferecer essa disponibilidade com previsibilidade de custos e escala operacional”, afirma Danesi.
Outsourcing chega às salas de reunião
Em 2026, a Simpress também começou a levar o mesmo modelo para outro componente da infraestrutura corporativa: as salas de reunião.
A empresa lançou o SimMeeting, sua quinta vertical de negócios, reunindo equipamentos, softwares, monitoramento, suporte e atualização tecnológica para ambientes de videoconferência.
A proposta é transformar a própria sala em um serviço gerenciado, reduzindo a necessidade de empresas administrarem separadamente telas, câmeras, sistemas de áudio, softwares e suporte.
A expectativa da Simpress é chegar a mais de 5 mil salas nos próximos cinco anos e obter R$ 50 milhões em faturamento com a nova operação nesse período.
Equipamentos ganham um segundo ciclo de uso
O modelo de outsourcing também cria uma questão importante quando os contratos terminam: o que fazer com milhares de dispositivos devolvidos pelos clientes?
A Simpress afirma revitalizar mais de 4,7 mil equipamentos por mês. Os dispositivos passam por revisão, reparos e testes e podem retornar ao parque utilizado em contratos ou ser comercializados como equipamentos usados.
A estratégia amplia o tempo de utilização do hardware e reduz a necessidade de descarte após o primeiro ciclo corporativo.
A companhia mantém ainda programas de logística reversa e informa que cerca de 97% do plástico e do pó de toner descartados em sua operação são destinados à produção de novos componentes.
Desde 2023, a empresa também mantém um programa para compensação das emissões associadas ao consumo de energia elétrica dos dispositivos locados. Segundo a Simpress, a iniciativa contabiliza 126 mil árvores vinculadas e aproximadamente 81 mil toneladas de CO₂ compensadas. A companhia recebeu ainda, em 2026, a certificação de Empresa B.
“Nosso modelo de negócios nos permite assumir a responsabilidade por todo o ciclo de vida dos equipamentos, priorizando uma economia cada vez mais circular. Além de gerar eficiência e previsibilidade para os clientes, conseguimos ampliar a reutilização dos ativos, garantir a destinação adequada dos resíduos e transformar a sustentabilidade em uma prática integrada à operação”, conclui Danesi.
Com mais de 800 mil dispositivos administrados, o crescimento da Simpress mostra que a terceirização de TI está avançando para além de software, infraestrutura em nuvem e serviços técnicos. O próprio hardware começa a ser tratado pelas empresas como um serviço contínuo, que inclui desde a chegada do equipamento ao usuário até sua retirada, recuperação e eventual retorno a um novo ciclo de utilização.









