Algumas das estratégias empregadas pelos cribercriminosos para enganar usuários são as campanhas de spam com links que prometem baixar o software ou a criação de sites idênticos aos oficiais que, em vez de baixar o software legítimo, faz o download do malware. Essas estratégias têm uma característica em comum para aumentar a credibilidade das campanhas que é “disfarçar” os instaladores e executáveis maliciosos com o nome e ícone da ferramenta legítima pela qual pretende se passar. Por exemplo, recentemente foi detectada uma campanha onde os atacantes distribuem
instaladores falsos do Zoom para instalar malware de criptomineração.
O Laboratório da ESET se baseou na quantidade de arquivos maliciosos detectados utilizando um nome ou rota de arquivo similar a de alguma das ferramentas de videoconferência mais populares, no período de outubro de 2019 a março de 2020, e contemplando unicamente malware desenvolvido para sistemas Windows em formato .exe, .dll ou .msi. Cada arquivo malicioso foi contabilizado uma única vez, ou seja, não foi medida a quantidade total de detecções de um mesmo arquivo, mas a quantidade de malwares diferentes.
Com relação ao Zoom, foi detectado um aumento de 10 milhões de usuários diários em dezembro de 2019 para 200 milhões em março de 2020. A quantidade de amostras de malware utilizando este nome aumentou em 154% em apenas um mês.
Crescimento da quantidade de arquivos maliciosos que utilizam o nome do Zoom em março de 2020
Já em relação aos malwares que utilizam o nome do GoToMeeting, observou-se um aumento bastante significativo. Embora, nos últimos tempos, não tivesse tanta popularidade em comparação com outros aplicativos como o Zoom, foi identificado um claro aumento de 213% na quantidade de amostras maliciosas que usavam o nome deste software entre fevereiro e março, maior que o registrado para o Zoom.

Aumento da quantidade de arquivos maliciosos que usam o nome do GoToMeeting no mês de março de 2020
No Microsoft Teams, embora não seja exatamente uma ferramenta de videoconferência, aumentaram as amostras de malware que utilizam o nome da plataforma, já que a mesma costuma ser empregada principalmente em ambientes corporativos. O crescimento foi de 55% no mês de março, comparado a fevereiro. Ainda que a porcentagem seja baixa, em relação às anteriores, segue sendo um número destacável.
Arquivos maliciosos que usam o nome do Microsoft Teams registrados em março de 2020
“Traçando um paralelo, os dados observados nos gráficos são consistentes com os eventos envolvendo a pandemia do coronavírus e a crescente necessidade de usar este tipo de ferramenta. Ainda que seja difícil saber, com exatidão, como será essa tendência a curto prazo, baseando-nos nos dados parciais que temos do mês de abril, é provável que os níveis se mantenham estáveis ou apresentem leves aumentos para a maioria dos nomes das ferramentas. No caso pontual do Zoom, é esperado que o aumento continue a um ritmo elevado pelo menos durante o mês de abril”, menciona Daniel Kundro, pesquisador de malware da ESET América Latina.
Existem outras ferramentas, como Skype e Hangouts, que registraram um aumento entre o mês de fevereiro e março de 2020, no entanto, foi muito irrelevante em comparação com os números do Zoom, GoToMeeting e Microsoft Teams. No Skype, as quantidades de malware em relação ao nome são estáveis e não variaram significativamente. No caso do Hangouts, os arquivos maliciosos para essa ferramenta registraram aumento de 30% no mês de março.
Este é mais um exemplo de como os cibercriminosos se aproveitam da situação atual do mundo para expandir suas operações e, assim, alcançar um nível mais alto de infecções. A ESET destaca, a seguir, as boas práticas para evitar ser vítima desses golpes:
• Baixar softwares apenas de sites oficiais. Não baixar de sites pouco confiáveis, já que não se pode garantir a integridade do software;
• Ao receber um e-mail ou mensagem fazendo referência a algum software com link de download ou um arquivo anexado, ignorar e não fazer o download. É importante não confiar em uma mensagem ou link simplesmente porque foi enviado por uma pessoa, porque há a possibilidade de que essa pessoa tenha sido vítima de um golpe ou de uma infecção;
• Ter uma
solução de segurança instalada e todos os sistemas atualizados tanto nos equipamentos do escritório, assim como nos dispositivos móveis.
Para te ajudar a ficar em casa
A ESET aderiu à campanha
#FiqueEmCasa, oferecendo proteção para dispositivos e conteúdos que ajudam os usuários a aproveitar os dias em casa e garantir a segurança dos pequenos enquanto se divertem online em meio à pandemia.
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