Rede da empresa já soma 1.441 km no estado e ganhará 655 km de novas rotas, incluindo 410 km de fibra subterrânea e conexão própria até Fortaleza
A Evos, empresa do Grupo Interjato especializada em conectividade e segurança no transporte de dados, está ampliando sua infraestrutura de fibra óptica no Rio Grande do Norte para atender ao crescimento da demanda por conectividade de alta capacidade e resiliência associada a datacenters, supercomputação e aplicações de Inteligência Artificial.
Atualmente, a empresa possui 1.441 quilômetros de fibra óptica no Rio Grande do Norte e está implantando 410 quilômetros de rede subterrânea, modelo que reduz a exposição da infraestrutura a ocorrências em redes aéreas e aumenta a proteção das rotas físicas. Para os próximos seis meses, estão planejados mais 245 quilômetros de fibra, expansão que permitirá à Evos chegar a Fortaleza (CE) com infraestrutura própria. Com as duas etapas, a malha da companhia passará dos 2,1 mil quilômetros de fibra óptica.
O movimento ocorre em um momento de expansão da infraestrutura computacional no estado. Em agosto, o Governo Federal anunciou a implantação, no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, de um novo supercomputador de alto desempenho voltado à Inteligência Artificial. Conduzido tecnicamente pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), o projeto integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e deverá ampliar a capacidade nacional para desenvolvimento, treinamento e utilização de modelos avançados de IA.
Para a Evos, a chegada de uma infraestrutura computacional desse porte evidencia uma nova categoria de demanda para o Rio Grande do Norte: além de energia e capacidade computacional, operações críticas de IA e data centers dependem de redes de alta capacidade, disponibilidade, redundância e diversidade física de rotas.
A infraestrutura da empresa foi concebida para permitir interconexão com múltiplos carriers e rotas fisicamente distintas, reduzindo pontos únicos de falha e ampliando a resiliência necessária a operações que precisam permanecer disponíveis de forma contínua.
Segundo Erich Rodrigues, CEO do Grupo Interjato, o anúncio do supercomputador eleva o patamar da discussão sobre infraestrutura digital no estado. “O Rio Grande do Norte começa a reunir componentes que podem colocá-lo em uma nova posição no mapa da infraestrutura digital brasileira. Energia renovável é uma vantagem importante, mas aplicações críticas de Inteligência Artificial precisam também de conectividade de alta capacidade, redundância e rotas fisicamente independentes. É nessa camada que estamos investindo”, afirma.
O estado possui mais de 98% de sua potência instalada de geração elétrica proveniente de fontes renováveis, principalmente eólica e solar. Na avaliação do Grupo Interjato, essa disponibilidade cria uma vantagem competitiva para projetos de infraestrutura digital intensivos em energia, desde que acompanhada por avanços em transmissão elétrica, conectividade, licenciamento e segurança operacional.
A expansão da Evos faz parte dessa estratégia. Além de reforçar a infraestrutura dentro do Rio Grande do Norte, a chegada a Fortaleza por fibra própria amplia as alternativas de conexão interestadual e aproxima a rede de um dos principais pontos de conectividade internacional do país.
“Nossa visão é contribuir para que o Rio Grande do Norte transforme sua vantagem energética em uma vantagem também digital. Para isso, não basta ter geração de energia ou terrenos disponíveis. É preciso construir uma infraestrutura capaz de dar previsibilidade e segurança a quem pretende instalar operações críticas no estado. A nossa contribuição é entregar a camada de conectividade necessária para que esses projetos possam operar e crescer”, acrescenta Rodrigues.
A expansão anunciada é a primeira etapa de uma estratégia da Evos direcionada a infraestruturas digitais de missão crítica. A companhia pretende aprofundar, nos próximos meses, iniciativas envolvendo diversidade de rotas, interconexão com carriers, redundância, conectividade interestadual e atendimento às novas demandas de data centers e computação de alto desempenho.








