Consumo

81% dos brasileiros trocam o celular quebrado em vez de realizar o conserto

O descarte precoce de dispositivos eletrônicos no Brasil levou 81% dos brasileiros a optarem pela compra de um novo telefone celular em vez de buscar o reparo técnico do dispositivo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). O mesmo levantamento revelou que 54% dos smartphones apresentam falhas antes de completarem três anos de uso. Os dados refletem o impacto da obsolescência programada no mercado nacional e a dificuldade de acesso a peças de reposição.

Especializada em gestão digital de garantias e documentos de consumo, a Novoto identifica que a falta de organização sobre a vida útil dos aparelhos potencializa esse ciclo de substituição. A startup atua na centralização de informações que permitem ao usuário monitorar prazos e buscar a manutenção antes do descarte definitivo.

Segundo Marcelo Gontijo, CEO da Novoto, a obsolescência programada é uma prática estrutural da indústria que reduz deliberadamente a durabilidade dos produtos, desestimula a manutenção e gera prejuízo financeiro e ambiental. “Fabricantes restringem o acesso a peças de reposição, dificultam a abertura de dispositivos e vinculam reparos exclusivamente a assistências técnicas autorizadas, onde o custo do serviço frequentemente rivaliza com o preço de um produto novo”, afirmou o executivo.

O modelo de negócio baseado no descarte resultou na geração de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico no Brasil em 2022, de acordo com o relatório Global E-waste Monitor. Para mitigar esse volume de resíduos, a gestão digital de documentos surge como uma ferramenta estratégica de preservação de bens. A centralização de notas fiscais e o monitoramento rigoroso das garantias permitem que o consumidor identifique oportunidades de reparo oficial e evite a substituição prematura.

A Novoto promove a economia doméstica e incentiva hábitos de consumo mais conscientes e sustentáveis, além de monitorar a vida útil de celulares, televisões e eletrodomésticos para reduzir custos e mitigar a produção de resíduos eletrônicos. Além de facilitar o acesso ao histórico de manutenção e localizar assistências técnicas.

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