Empresa participa do evento a partir desta terça-feira (15) no espaço da Microsoft Security e apresentará estratégias para reduzir riscos no uso corporativo de IA
A inteligência artificial está mudando os dois lados da cibersegurança corporativa. Ao mesmo tempo em que pode acelerar a identificação e a resposta a ameaças, sua adoção dentro das empresas cria novos desafios relacionados ao acesso a informações confidenciais, compartilhamento de dados e governança.
Esse será um dos principais temas levados pela Solo Iron ao Mind The Sec 2026, que começa nesta terça-feira (15) e segue até quinta-feira (17), em São Paulo. A unidade de cibersegurança da Solo Network participará do evento no espaço da Microsoft Security, apresentando tecnologias para detecção de ameaças, proteção de endpoints, Zero Trust, continuidade de negócios e segurança de dados.
A empresa passou recentemente a integrar a Microsoft Intelligent Security Association (MISA), ecossistema criado pela Microsoft que reúne fornecedores de software e parceiros de serviços cujas tecnologias e ofertas são integradas às soluções de segurança da companhia.
Durante o Mind The Sec, parte da estratégia apresentada pela Solo Iron estará baseada justamente na integração com esse ecossistema.
Entre as tecnologias utilizadas estão Microsoft Defender XDR, voltado à detecção, investigação e resposta a ameaças em diferentes pontos da infraestrutura; Microsoft Sentinel, plataforma de SIEM para centralização e análise de eventos de segurança; e Microsoft Security Copilot, que utiliza IA generativa para auxiliar profissionais na investigação e resposta a incidentes.
IA também cria novos riscos para os dados
Além de utilizar inteligência artificial como ferramenta de defesa, a Solo Iron pretende discutir no evento os riscos provocados pela própria expansão da IA dentro das empresas.
Funcionários podem utilizar aplicações de inteligência artificial para resumir documentos, analisar planilhas, gerar código ou produzir conteúdo. O problema aparece quando informações corporativas sensíveis são enviadas para ferramentas sem que a organização saiba quais dados estão sendo compartilhados ou como eles serão processados.
Essa nova camada de risco será tema da palestra “Dados em risco na era da IA: detecte e proteja”, apresentada por Felipe Guimarães, Head da Solo Iron, no dia 17 de setembro, das 14h30 às 15h, dentro da programação do Expo Soluções.
A apresentação abordará maneiras de identificar e classificar dados sensíveis, analisar situações de exposição ou compartilhamento excessivo e acompanhar a utilização de aplicações de IA pelos funcionários.
Também serão discutidos mecanismos para detectar comportamentos considerados de risco e estabelecer políticas que permitam utilizar ferramentas de inteligência artificial sem perder controle sobre informações confidenciais.
A proposta é tratar a adoção de IA como parte da estratégia de segurança e governança de dados, em vez de encará-la exclusivamente como um projeto de produtividade.
Zero Trust e resposta a incidentes
Outra frente apresentada pela Solo Iron no Mind The Sec será a aplicação de princípios de Zero Trust à infraestrutura corporativa.
No acesso remoto, a empresa trabalha com ZTNA (Zero Trust Network Access), abordagem na qual o usuário não recebe acesso amplo à rede apenas porque conseguiu se autenticar. A autorização pode considerar identidade, contexto e condições do dispositivo antes de liberar acesso a uma aplicação específica.
A companhia também possui serviços de proteção gerenciada de endpoints e um SOC com monitoramento 24 horas por dia, além de recursos voltados à segurança de ambientes locais, nuvem e plataformas de colaboração.
Na área de continuidade de negócios, a estratégia inclui backup imutável, no qual os dados armazenados não podem ser modificados ou apagados durante um período previamente estabelecido. A abordagem busca preservar uma cópia recuperável mesmo quando invasores conseguem comprometer outras partes da infraestrutura.
Testes de intrusão e simulações de ataques também fazem parte da oferta, com o objetivo de encontrar vulnerabilidades antes que possam ser exploradas em um incidente real.
Funcionários continuam sendo parte da defesa
A camada humana permanece entre os pontos abordados pela empresa. Por meio do Human Firewall, a Solo Iron realiza simulações de phishing e acompanha indicadores relacionados ao comportamento dos funcionários diante de tentativas de engenharia social.
A lógica é combinar controles técnicos com treinamento e monitoramento contínuo, já que credenciais comprometidas e ações realizadas por usuários legítimos continuam sendo possíveis portas de entrada para ataques.
Com a popularização da IA generativa, essa combinação tende a ganhar ainda mais importância. Ferramentas de IA podem tornar tentativas de phishing e engenharia social mais convincentes, enquanto o uso indiscriminado dessas mesmas tecnologias pelos funcionários pode criar novos caminhos para vazamento de informações.
No Mind The Sec, a Solo Iron pretende explorar justamente esse cenário de mão dupla: usar IA para fortalecer a defesa enquanto empresas tentam descobrir como permitir que seus funcionários e sistemas utilizem a tecnologia sem transformar dados corporativos em um novo ponto de exposição.









