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Pesquisa revela que a confiança do brasileiro na ciência continua alta, mas o ceticismo está crescendo

Since 2018, the importance of science has risen 8 points. And today, younger generations are more likely than older generations to agree that science is very important to their everyday lives. 3M's State of Science Index is now in its fifth year, surveying more than 17,000 people across 17 countries. (Photo credit: Adobe)

Uma das principais descobertas desta edição diz respeito à crença dos brasileiros na ciência. A pesquisa mostra que 92% dos ouvidos confiam na ciência, e 90% nos cientistas, contra 86% dos ouvidos globalmente. Ainda assim, mais de um terço dos brasileiros (38%) concordam ser céticos em relação à ciência (*), um aumento de 5 pontos desde o ápice pandêmico em 2020, quando ocorreu uma edição adicional do estudo, e maior do que a média global, de 29%.

Pelo quinto ano consecutivo e em sua sexta edição, a 3M, apresenta as descobertas obtidas pelo estudo Índice do Estado da Ciência (em inglês State of Science Index – SOSI) 2022. Foram ouvidas 17 mil pessoas de 17 países das Américas, Europa, Ásia e Oceania, a fim de conhecer as atitudes globais em relação à ciência, tornando público o que as pessoas pensam e sentem sobre os diversos temas científicos e seu real impacto no mundo. No Brasil, 1.000 pessoas com mais de 18 anos participaram da pesquisa, que foi realizada online e presencialmente entre os meses de setembro e dezembro de 2021.

 

Quando se trata de informação sobre ciência, a escolha do canal influencia na confiança do brasileiro na ciência: 77% dos brasileiros confiam em fatos científicos publicados na mídia tradicional, e apenas 51% confiam em fatos científicos nas mídias sociais (contra 44% globalmente).

 

Os brasileiros reconhecem que a ciência é indispensável. 87% acreditam que há consequências negativas com a não valorização da ciência. As principais consequências que ocorrerão se as pessoas não puderem confiar em notícias sobre ciência incluem:

  • 71% mais crises de saúde pública
  • 59% mais divisão na sociedade
  • 56% de aumento na gravidade dos efeitos das mudanças climáticas

O estudo aponta que existe uma oportunidade evidente para os cientistas se comunicarem mais em plataformas de notícias e mídias sociais, para conectar os pontos entre a ciência e as questões mais importantes. 92% dos brasileiros ouvidos disseram que querem saber mais dos cientistas sobre seu trabalho, vs. 81% globalmente.

 

“Enquanto uma grande organização que valoriza e investe na ciência, sabemos o quanto a ciência é fundamental para o desenvolvimento mais sustentável de um país e da sociedade. Os dados do Brasil nesta edição da SOSI apontam que 92% confiam na ciência, independentemente da classe social, idade, gênero e conhecimento técnico prévio, algo que nos surpreendeu positivamente. Isso nos mostra que os brasileiros perceberam que o trabalho dos cientistas impacta positivamente no nosso dia a dia, e esperamos seguir contribuindo para esta percepção”, comenta Paulo Gandolfi, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da 3M para América Latina.

 

Busca por equidade nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM)

 

De acordo com os principais achados do estudo, pode-se dizer que os brasileiros demonstram interesse em STEM, mas enfrentam inúmeras dificuldades, principalmente no que tange a acessibilidade para uma educação nessas áreas. 90% concordam que há barreiras para os estudantes que buscam uma educação STEM (contra 84% globalmente). As principais barreiras incluem:

  • 84% consideram a falta de acesso (falta de aulas de STEM oferecidas na escola, não há professores STEM suficientes e falta de acesso à internet (vs. 76% globalmente)
  • 54% apontam a incapacidade de pagar por uma educação STEM de qualidade (vs. 47% globalmente)
  • 37% destacam o preconceito contra minorias étnicas, raciais ou de gênero (vs. 33% globalmente)

Os brasileiros claramente valorizam DE&I (Diversidade, Equidade e Inclusão), mas reconhecem que há lacunas significativas que precisam ser resolvidas.

  • 90% concordam que é importante aumentar a diversidade e a inclusão nos campos STEM.
  • No entanto, 79% acreditam que minorias sub-representadas muitas vezes não recebem acesso igualitário à educação STEM.
  • Os brasileiros são mais propensos a identificar lacunas de representação dentro da força de trabalho STEM, sendo:

– Diferença de gênero (60% vs. 53% globalmente)

– Diferença racial/étnica (61% vs. 44% globalmente)

– Diferença LGBTQ + (55% vs. 39% globalmente)

As mulheres, em particular, enfrentam muitos desafios ao longo de sua jornada STEM.

  • 87% acreditam que é preciso fazer mais para incentivar e manter mulheres/meninas engajadas na educação STEM
  • 86% pensam que as mulheres são fonte de potencial inexplorado na força de trabalho de STEM
  • Para 70%, mulheres e meninas são mais desencorajadas a buscarem engenharia do que outros campos científicos, contra 62% globalmente
  • 67% afirmam que as mulheres estão deixando os cargos STEM por não receberem apoio suficiente

Descobertas em Sustentabilidade

 

Os brasileiros têm grandes expectativas para a ciência além da pandemia. Além do COVID-19, uma das principais questões que os brasileiros querem que a ciência resolva é a água limpa e o saneamento, com 59%, à frente de acesso igualitário à saúde de qualidade (56%), qualidade do ar (55%), fome (55% contra 40% globalmente) e os efeitos da mudança climática (52% contra 58% globalmente).

 

Os brasileiros acreditam que a sociedade deve priorizar:

  • Para 69% a prioridade é encontrar novas formas de fazer energia renovável para as casas, veículos, etc. (por exemplo, conversão de resíduos em energia solar, resíduos plásticos em combustível, etc.) (vs. 65% globalmente)
  • Já 64% indicam desenvolver novas tecnologias que reduzam as emissões de dióxido de carbono/gases de efeito estufa)
  • 63% acham que a prioridade deveria ser converter água da chuva e neblina em água potável e limpa (contra 49% globalmente)

O Índice do Estado da Ciência é um estudo anual encomendado pela 3M para a empresa global de pesquisa Ipsos. Trata-se de um levantamento com a população geral de 17 países. Agora, em sua sexta edição, a pesquisa acompanha a imagem pública da ciência e revela linhas de tendência ao longo do tempo sobre o quanto as pessoas confiam, respeitam e valorizam a ciência e o papel que ela desempenha em suas vidas. Para saber mais sobre os resultados da edição 2022, visite 3M.com/ScienceIndex.

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