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Estudo global revela lacuna crítica entre a detecção e a contenção de ataques cibernéticos

Apesar da elevada confiança em cibersegurança, quase metade das organizações brasileiras identifica a fadiga de alertas como um dos principais desafios para detectar e conter ameaças

Embora as organizações continuem investindo em cibersegurança e aprimorando sua capacidade de detectar ameaças, uma pesquisa conduzida pelo CyberEdge Group revela que ainda existe uma lacuna significativa entre identificar ataques e impedir que eles se espalhem.

The Containment Gap, estudo global encomendado pela Illumio Inc., ouviu 700 líderes de TI e segurança da América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e América Latina. A pesquisa constatou que as organizações continuam enfrentando desafios para equilibrar visibilidade das ameaças, complexidade operacional e contenção eficaz de violações, mesmo quando muitas relatam elevada confiança em sua capacidade de detectar e responder às ameaças cibernéticas.

“Uma das descobertas mais interessantes é que o Brasil figura entre os mercados mais fortes em termos de confiança em cibersegurança e de resultados na resposta a violações, ao mesmo tempo em que registra alguns dos níveis mais elevados de fadiga de alertas”, afirma Raghu Nandakumara, Vice-Presidente de Soluções da Illumio. “Isso reflete uma realidade mais ampla do setor: as equipes de segurança não sofrem com a falta de dados ou ferramentas, mas sim com a complexidade. A resiliência depende de reduzir essa complexidade, transformando sinais ruidosos em prioridades claras e contendo as ameaças antes que elas possam se espalhar pelo ambiente.”

Brasil demonstra elevada confiança em cibersegurança
As organizações brasileiras registraram alguns dos mais altos níveis de confiança da pesquisa: 99% expressaram confiança em sua capacidade de detectar riscos e vulnerabilidades em nuvem, 97% em sua capacidade de mapear caminhos de ataque e movimentação lateral e 98% em seu entendimento sobre o impacto potencial e o raio de alcance dos incidentes cibernéticos.

O relatório também revelou que o Brasil apresentou o maior nível de confiança do mundo na capacidade de conter rapidamente ataques após um agente malicioso estabelecer um ponto inicial de acesso, com 94% dos entrevistados expressando confiança nas capacidades de contenção de suas organizações.

Além disso, o Brasil também ficou em primeiro lugar globalmente na priorização de recursos de segurança baseados em Inteligência Artificial (IA) e machine learning, detecção e resposta mais rápidas e investigação e triagem automatizadas de segurança.

Visibilidade está melhorando, mas a complexidade permanece
O estudo também revela desafios operacionais significativos. Quase metade (49%) dos entrevistados brasileiros identificou a fadiga de alertas como o maior obstáculo para detectar ataques de movimentação lateral — o maior percentual entre todos os países pesquisados.

Ao mesmo tempo, 27% apontaram plataformas de segurança sobrepostas como uma das principais causas de falsos positivos, também a maior taxa registrada no estudo.
Apesar desses desafios, apenas 34% dos entrevistados brasileiros afirmaram que suas organizações têm dificuldade para impedir movimentações laterais não autorizadas, em comparação com 46% globalmente, reforçando a confiança relativa do Brasil em conter ataques após sua detecção.

Contenção eficaz proporciona melhores resultados
O Brasil apresentou a maior taxa de detecção baseada em ferramentas (69%) e registrou o menor tempo de indisponibilidade (5,9 horas) e o menor impacto financeiro (US$ 139.651) entre os países pesquisados. No entanto, alertas perdidos continuam sendo um desafio, sendo responsáveis por 28% do tempo de indisponibilidade no Brasil, em comparação com 21% globalmente.

As conclusões reforçam um dos principais temas da pesquisa: embora as organizações estejam cada vez mais confiantes em sua capacidade de detectar ameaças, a resiliência depende, em última análise, da rapidez com que conseguem conter um ataque antes que ele se espalhe pelo ambiente.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi conduzida pelo CyberEdge Group com 700 tomadores de decisão das áreas de TI e segurança em sete países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Japão, Austrália e Brasil. Todas as organizações participantes possuíam pelo menos 1.000 colaboradores, sendo que uma parcela significativa representava empresas com 10.000 funcionários ou mais.

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