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Trivale leva rede privativa 4G/5G 100% nacional ao COP International 2026 para operações de segurança pública

TRV-101 MAX cria rede celular dedicada para até 500 dispositivos e pode conectar polícias, bombeiros, Defesa Civil, câmeras, sensores e sistemas de rastreamento

A possibilidade de criar uma rede móvel própria, capaz de conectar equipes, câmeras, sensores, veículos e dispositivos de Internet das Coisas (IoT) mesmo em regiões onde as operadoras convencionais não chegam, é uma das apostas da Trivale Tecnologia no COP International 2026, realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no São Paulo Expo.

Em sua primeira participação no evento, a empresa de Santa Rita do Sapucaí (MG) apresenta o TRV-101 MAX, uma estação rádio-base outdoor para redes privativas 4G e 5G. Fabricado no Brasil, o equipamento reúne a infraestrutura necessária para estabelecer uma rede celular dedicada em determinado perímetro.

Segundo Darío Prado, diretor de Novos Negócios da Trivale Tecnologia, a proposta é permitir que organizações tenham sua própria infraestrutura de comunicação móvel.

“O TRV é como se fosse uma minioperadora para operar nas frequências de 4G e 5G. Você consegue montar com esse equipamento uma rede privada para poder monitorar todos os seus ativos, todo dispositivo de IoT, criar uma rede de celular privada para poder atender toda a sua empresa.”

Um dos diferenciais enfatizados pela companhia é a origem da tecnologia. O equipamento é desenvolvido e fabricado pela Trivale em Santa Rita do Sapucaí, polo tecnológico mineiro conhecido como Vale da Eletrônica. “O nosso diferencial está na fabricação nacional. É um produto 100% nacional”, afirma Prado.

Uma rede para até 500 dispositivos

De acordo com a Trivale, uma única unidade do TRV-101 MAX pode conectar até 500 dispositivos por meio de SIM cards próprios. Na entrevista, Prado informou alcance entre 15 e 20 quilômetros, embora o material técnico da companhia indique que a cobertura pode chegar a até 25 quilômetros em área aberta, dependendo das condições de instalação, região e dispositivos utilizados.

Dentro da rede podem operar smartphones e tablets, mas também equipamentos de IoT, sensores, câmeras e sistemas de rastreamento. “Eu posso conectar em celular, em tablet, em dispositivo de IoT, em sensor de temperatura, de presença, situação climática. Posso criar uma comunidade dentro desses 500 dispositivos operando entre si, seja máquina, seja celular”, explica.

Para a segurança pública, uma das possibilidades apontadas pelo executivo é estabelecer uma rede comum entre diferentes órgãos de uma cidade ou região. “Você imagina na cidade eu criar uma rede privativa e distribuir esse chip entre todas essas unidades, bombeiro, polícia, guarda civil, Defesa Civil. Então, todo mundo vai estar conectado numa rede privada da prefeitura, por exemplo. Todo mundo se fala, todo mundo se conversa.”

A mesma infraestrutura pode conectar sensores de movimento e presença, câmeras e sistemas de rastreamento por GPS instalados em veículos, segundo Prado.

Rede móvel para áreas sem cobertura

Outro ponto apresentado pela Trivale é a possibilidade de levar a infraestrutura a locais onde não há cobertura satisfatória das operadoras convencionais.

“A vantagem é que ele chega aonde outras operadoras não estão operando, que são áreas críticas”, afirma Prado.

O equipamento pode ser instalado em postes e outras estruturas fixas, mas a companhia também desenvolveu uma configuração móvel, instalada em uma carreta. Com alimentação por bateria e geração de energia, incluindo placa solar, a estrutura pode ser deslocada para uma região e utilizada para estabelecer uma área temporária de cobertura.

“Eu posso levar essa carreta móvel, ligo o meu equipamento, ele cria uma rede 5G ali, todo mundo se fala, todo mundo opera.”

Essa característica abre espaço para aplicações em operações de segurança realizadas em regiões remotas, áreas rurais, rodovias, fronteiras e situações emergenciais nas quais a infraestrutura tradicional de telecomunicações seja inexistente ou insuficiente.

Prado explica que o alcance efetivo depende de fatores como relevo, altura da instalação e tipo de antena utilizada. “O equipamento pode ser instalado em uma carreta, pode ser instalado em um poste, pode ser instalado em qualquer lugar. O que importa é ele ter autonomia de banco de bateria e gerador para alimentar”, detalha.

Dados permanecem dentro da rede

Em segurança pública, manter informações sensíveis sob controle da própria organização é outro argumento para a adoção de redes privativas. No TRV-101 MAX, os dispositivos autorizados utilizam SIM cards administrados dentro da própria solução. “No meu equipamento, na minha solução, só funcionam os meus chips”, explica Prado.

Quando a infraestrutura opera de forma isolada, segundo o executivo, o tráfego permanece dentro da rede.

“Quando eu monto a rede privativa, você tem a conectividade dentro dessa área de cobertura. Então, todo o tráfego de dados fica dentro da rede privativa”, detalha. Caso seja necessário levar esses dados para sistemas externos, a infraestrutura pode receber uma conexão à internet por meio de um link de operadora ou conexão via satélite.

A solução também possui recursos de gerenciamento dos SIM cards, permitindo identificar e administrar os dispositivos autorizados a participar da rede.

Novas frequências e equipamentos estão no radar

O TRV-101 MAX opera atualmente na faixa de 700 MHz, mas a Trivale já trabalha no desenvolvimento de produtos para outras frequências. Prado cita especificamente as faixas de 2,3 GHz e 3,5 GHz, com o objetivo de ampliar as possibilidades de aplicação e qualidade da conectividade.

A estratégia vai além da estação rádio-base. A companhia pretende desenvolver também dispositivos que ocupem a outra ponta dessa infraestrutura.

Entre os projetos mencionados pelo executivo está um crachá inteligente com chip integrado para localização de pessoas, além de CPEs e outros dispositivos IoT.

Para Prado, a capacidade de desenvolver projetos sob medida é justamente uma das vantagens de produzir a tecnologia no Brasil.

“Uma empresa nacional, você tem acesso mais fácil, são projetos customizados. A gente não vende equipamento de prateleira, a gente vende solução para cada cliente específico.”

A participação no COP International também marca a aproximação da Trivale com o segmento de segurança pública. Até então, a companhia vinha participando de eventos direcionados a diferentes verticais tecnológicas e industriais.

Segundo Prado, essa diversificação acompanha a própria natureza da tecnologia: “A solução da rede privativa se aplica a todos os segmentos, no agro, na indústria, na usina, na segurança pública, porque é uma rede fechada, é uma rede privada”.

Com a entrada nesse mercado, a empresa busca posicionar a conectividade privativa não apenas como infraestrutura de telecomunicações, mas como base para integrar pessoas, veículos, câmeras, sensores, IoT e sistemas operacionais em ambientes nos quais disponibilidade, controle da rede e cobertura podem ser determinantes.

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