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C2H leva ao COP International integração de vídeo, IA e monitoramento móvel para segurança pública

Empresa apresenta soluções integradas com tecnologia da ISS e destaca projeto de modernização de carreta de monitoramento utilizada em grandes eventos em Minas Gerais

A segurança pública está avançando para um modelo em que câmeras, sensores, softwares e diferentes sistemas deixam de funcionar de maneira isolada e passam a compartilhar informações dentro de uma mesma estrutura de monitoramento e inteligência. É com essa proposta que a C2H Solutions participa do COP International 2026, realizado de 11 a 13 de agosto, no São Paulo Expo.

A empresa apresenta no evento soluções que combinam videomonitoramento, controle de acesso, infraestrutura, serviços e software, incluindo a tecnologia da ISS, plataforma voltada à gestão e integração de diferentes dispositivos e sistemas de segurança.

A participação no COP também reflete a presença que a C2H já mantém no mercado governamental. Segundo Hilton Duarte, gestor comercial da companhia, a empresa possui projetos em diferentes esferas da administração pública.

“A gente já atende alguns presídios, inclusive lá em Minas Gerais, e vários órgãos de governo, federal, estadual e municipal. Muito focado na parte de segurança, temos vários parceiros, na parte de monitoramento, câmeras, controle de acesso e todas as soluções de segurança em geral”, afirma Duarte.

De acordo com o executivo, a atuação da C2H alcança diferentes ambientes e aplicações. “A C2H já tem vários clientes e atende não só a parte de segurança pública interna, como externa também. Cidades, presídios, prédios”, acrescenta.

Central de monitoramento sobre rodas

Um dos projetos destacados pela empresa durante o evento é uma carreta móvel de monitoramento utilizada pela segurança pública de Minas Gerais. A estrutura, que já existia e era empregada pelo governo estadual em grandes eventos, passou por um processo de modernização conduzido pela C2H.

Segundo Cayron Fernandes, sócio-diretor da C2H Solutions, foram incorporados novos recursos tecnológicos para ampliar a capacidade operacional da unidade.

“O governo de Minas tinha uma carreta já antiga que utilizava em grandes eventos. E aí nós tivemos a oportunidade de reformar essa carreta, modernizar, colocar videowall, criar PTZ. A gente inaugurou ela semana passada e tem mais três carretas que a gente está buscando também reformar”, explica Fernandes.

Na prática, a estrutura funciona como uma central móvel de monitoramento, podendo ser deslocada para locais que demandem acompanhamento temporário e reforçado. Durante a entrevista, foram citadas aplicações em eventos, eleições, Carnaval, shows, manifestações e outras situações com grande concentração de pessoas.

A mobilidade permite levar recursos de visualização e acompanhamento diretamente para a área da operação, criando uma estrutura temporária de monitoramento sem depender exclusivamente de uma central fixa.

Software como orquestrador

É na integração entre as diferentes tecnologias que entra a plataforma da ISS apresentada pela C2H no COP International.

Luis Giroto, diretor de Canais da ISS, define o software como um “orquestrador”. A tecnologia surgiu originalmente voltada ao videomonitoramento, mas, segundo o executivo, evoluiu ao longo das últimas três décadas para incorporar analytics e integração com outros sistemas.

“É muito mais do que uma plataforma só de videomonitoramento. Começou com isso, nasceu com isso 30 anos atrás, mas evoluiu demais nesse período”, afirma Giroto.

Para ele, um dos principais diferenciais está justamente na possibilidade de conectar tecnologias de diferentes fornecedores.

“Eu diria que a grande força, o grande benefício da ISS hoje é a flexibilidade de integração com terceiros”, destaca.

Segundo Giroto, enquanto diversos ecossistemas de videomonitoramento são estruturados ao redor de equipamentos, servidores, câmeras e softwares de um mesmo fabricante, a plataforma da ISS busca operar de forma aberta a diferentes tecnologias. “A ISS é agnóstica, qualquer marca”, resume.

Essa característica ganha relevância em projetos de segurança pública, nos quais cidades e órgãos governamentais podem reunir equipamentos adquiridos em diferentes períodos, contratos e fornecedores. A possibilidade de integração permite aproveitar diferentes componentes da infraestrutura dentro de uma mesma operação.

Da vídeo vigilância à inteligência e controle

A proposta também amplia o papel tradicional de uma central de monitoramento. Em vez de concentrar exclusivamente imagens provenientes das câmeras, a plataforma pode incorporar outros sistemas e equipamentos.

Durante a entrevista, Giroto cita como exemplos a possibilidade de integrar iluminação, radares e até sistemas de climatização à plataforma.

“Você transforma uma central de monitoramento de segurança em uma central de inteligência e controle, para qualquer tipo de aplicação, e não só no mundo de segurança patrimonial”, explica.

A segurança pública, inclusive, ocupa hoje uma posição estratégica na atuação da ISS. De acordo com Giroto, o segmento tornou-se um dos pilares da empresa e conta com uma estrutura específica dedicada ao atendimento governamental.

Entre os exemplos citados está o Ceará. Segundo o executivo, a tecnologia da companhia possui presença ampla no estado. “O estado do Ceará praticamente inteiro é ISS hoje”, afirma.

A combinação entre integração, mobilidade e análise de dados evidencia uma mudança no próprio conceito de videomonitoramento. Mais do que ampliar a quantidade de câmeras disponíveis, o desafio passa a ser conectar as diferentes tecnologias existentes e fazer com que os dados produzidos por elas possam ser utilizados de maneira coordenada.

No COP International 2026, a C2H aposta justamente nessa convergência entre infraestrutura física e software para mostrar como centrais fixas ou móveis podem evoluir de ambientes dedicados à visualização de imagens para estruturas integradas de monitoramento, inteligência e controle aplicadas à segurança pública.

Tags: COP2026

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