Inteligência Artificial

Qlik leva agentes de IA e suporte ao MCP para o Febraban Tech 2026

Empresa apresenta tecnologias que combinam IA agêntica, análise preditiva e acesso a dados corporativos com foco em governança e contexto

A Qlik apresenta durante o Febraban Tech 2026 um conjunto de tecnologias que aposta em agentes de inteligência artificial conectados aos dados das empresas para automatizar tarefas de análise, identificar mudanças e apoiar decisões. Entre as novidades estão recursos de engenharia de dados agêntica, Qlik Predict, Discovery Agent, Qlik Answers e um servidor compatível com o Model Context Protocol (MCP).

As soluções estão sendo demonstradas no estande A44 da empresa durante o evento, que termina nesta quarta-feira (26), no Distrito Anhembi, em São Paulo.

A proposta é permitir que agentes de IA trabalhem sobre informações corporativas governadas e contextualizadas, um requisito especialmente importante para instituições financeiras, que precisam conciliar a adoção de inteligência artificial com políticas de segurança, controle e governança de dados.

“Conforme a IA avança para aplicações reais de negócio, cresce a necessidade de garantir que agentes e sistemas operem com dados confiáveis, atualizados e contextualizados. No setor financeiro, que exige altos requisitos de governança, segurança e controle, essa base é essencial para transformar dados em resultados”, afirma Olimpio Pereira, Country Manager da Qlik Brasil.

O executivo destaca que o mercado entra em uma nova etapa, na qual a IA precisa estar mais integrada aos processos e decisões do dia a dia. “Os agentes ampliam a capacidade de analisar, antecipar e agir, mas seu valor depende da qualidade, do contexto e da governança das informações que utilizam. É justamente nesse ponto que a Qlik tem atuado, ajudando instituições a conectarem todo esse ecossistema, com maior controle de custos na gestão de dados e na utilização da inteligência artificial”, diz.

Agentes de IA chegam à engenharia de dados

Uma das tecnologias apresentadas pela Qlik aplica agentes de IA ao próprio trabalho de engenharia de dados. Os recursos podem auxiliar equipes a localizar ativos, avaliar a qualidade das informações, definir significados de negócio e estruturar produtos de dados e pipelines.

A ideia é reduzir tarefas manuais envolvidas na preparação das informações antes que elas possam ser utilizadas por ferramentas de analytics ou aplicações de inteligência artificial.

Outra novidade é o Qlik Predict, que utiliza machine learning para criação de modelos, geração de previsões e interpretação de resultados. A ferramenta é voltada à identificação de tendências e à análise de possíveis cenários a partir dos dados disponíveis.

Já o Discovery Agent funciona de maneira contínua sobre os dados da organização. O agente identifica alterações e anomalias e apresenta essas informações de forma priorizada, permitindo investigar o que mudou e possíveis causas antes de uma tomada de decisão.

Qlik Answers usa linguagem natural para consultar dados

A interação por linguagem natural aparece no Qlik Answers. A solução reúne dados estruturados e conteúdos não estruturados em uma interface conversacional, permitindo que usuários façam perguntas e recebam respostas baseadas nas informações da própria organização.

O diferencial proposto pela empresa está na utilização de uma camada governada de dados, evitando que o sistema dependa apenas do conhecimento geral de um modelo de IA para produzir suas respostas.

A Qlik também apresenta produtos de dados confiáveis, que acrescentam informações de qualidade, contexto e significado de negócio aos dados corporativos. Esses ativos podem ser reutilizados tanto por pessoas quanto por aplicações e agentes de IA.

MCP abre dados da Qlik para agentes de terceiros

Outro destaque apresentado no Febraban Tech é o MCP Server, implementação do Model Context Protocol destinada a permitir que assistentes e agentes de inteligência artificial de terceiros acessem dados e recursos de analytics da plataforma Qlik.

O MCP vem ganhando espaço como uma forma de padronizar a comunicação entre modelos e agentes de IA e fontes externas de informação. No caso da Qlik, a implementação busca permitir esse acesso preservando as regras de governança e controle definidas pela organização.

Na prática, isso abre caminho para que empresas utilizem agentes e assistentes externos sobre seus dados corporativos sem precisar criar uma integração específica para cada ferramenta.

“O desafio agora é fazer com que a IA gere impacto concreto no negócio. Para as instituições financeiras, isso significa transformar dados em decisões melhores e mais rápidas, antecipar cenários e levar inteligência para os processos em que as ações acontecem. Quando pessoas e agentes trabalham a partir de informações confiáveis e contextualizadas, a tecnologia passa a contribuir de forma mais direta para a operação”, explica Olimpio Pereira.

Com as novidades apresentadas no Febraban Tech, a Qlik acompanha uma mudança que começa a ganhar força no mercado corporativo: a passagem de ferramentas de IA usadas principalmente para responder perguntas e gerar conteúdo para sistemas capazes de consultar dados empresariais, acompanhar mudanças e executar etapas de processos com maior autonomia.

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