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FIEPA amplia uso de inteligência artificial e leva tecnologia a cerca de 10 mil usuários no Pará

Com apoio da Brasoftware, Federação das Indústrias do Estado do Pará aposta no Microsoft Copilot para aumentar a produtividade, fortalecer a segurança dos dados e incorporar a IA às atividades administrativas e educacionais

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) está ampliando o uso da inteligência artificial em suas atividades administrativas e educacionais. A iniciativa, desenvolvida com apoio da Brasoftware, utiliza o Microsoft Copilot para automatizar tarefas, otimizar processos e fortalecer a segurança das informações. Atualmente, cerca de 2 mil colaboradores do ambiente administrativo têm acesso ao Copilot Chat, enquanto a utilização de recursos de IA na área educacional do SESI alcança aproximadamente 8 mil alunos e professores.

O projeto integra a estratégia de transformação digital do Sistema FIEPA, que reúne FIEPA, SESI, SENAI e IEL. A proposta é incorporar a inteligência artificial às ferramentas já utilizadas pelos profissionais, sem comprometer as políticas de governança e proteção de dados da instituição.

Segundo Lender Savio Pinheiro Gomes, assessor de TI do Sistema FIEPA, a escolha do Copilot está diretamente relacionada à infraestrutura tecnológica existente. A instituição já utilizava o Microsoft 365 em diferentes áreas e identificou na integração da IA uma oportunidade de ampliar a produtividade sem recorrer a plataformas externas para o processamento de informações corporativas.

“A gente já utilizava todo o ecossistema Microsoft 365 e entendemos o Copilot como um passo a mais nessa evolução. O usuário já trabalha diariamente com essas ferramentas e, ao incorporar a inteligência artificial nesse mesmo ambiente, conseguimos agregar produtividade mantendo a governança e a segurança que já faziam parte da nossa estrutura”, afirma.

Segurança e governança orientam adoção da IA
Um dos principais desafios enfrentados pela FIEPA foi estabelecer condições para que os colaboradores utilizassem ferramentas de inteligência artificial generativa de maneira segura.

Com a popularização dessas soluções, atividades como elaboração de documentos, produção de relatórios, análise de planilhas, preparação de apresentações e organização de reuniões passaram a representar oportunidades de ganho de produtividade. Entretanto, o uso de plataformas externas também levantou preocupações sobre o tratamento de informações corporativas.

Para enfrentar essa questão, a instituição decidiu priorizar uma solução integrada ao ambiente Microsoft 365, respeitando as permissões e os controles de acesso já existentes.

“Quando uma pessoa utiliza uma ferramenta externa, muitas vezes precisa retirar uma informação da organização e enviá-la para outro ambiente para que seja processada. Dentro do nosso ecossistema Microsoft, essas informações podem ser utilizadas sem essa necessidade. Esse aspecto de segurança e governança pesou bastante na nossa decisão”, explica Lender.

A padronização também permite à área de TI estabelecer orientações sobre o uso responsável da tecnologia, acompanhar sua adoção e reduzir os riscos associados ao compartilhamento de dados em ambientes não autorizados.

Capacitação de profissionais marca primeira etapa
A implementação da inteligência artificial na FIEPA foi estruturada em etapas, começando pela avaliação das funcionalidades e pela capacitação dos profissionais.
A área de TI participou inicialmente de uma prova de conceito, que permitiu conhecer os recursos disponíveis e identificar possíveis aplicações nas atividades da instituição.
Posteriormente, a FIEPA passou a disponibilizar licenças mais avançadas para gestores e usuários estratégicos, enquanto ampliava a disseminação do Copilot Chat entre os colaboradores.

Com apoio da Brasoftware, foram realizados workshops e atividades de capacitação sobre diferentes funcionalidades da plataforma, incluindo o Copilot Chat, os recursos integrados ao Microsoft 365 e o Copilot Studio, utilizado para o desenvolvimento de agentes de inteligência artificial.

Mais de 250 profissionais participaram das ações iniciais de capacitação. A estratégia permitiu à FIEPA identificar oportunidades de utilização da tecnologia antes de ampliar sua disponibilidade para outras áreas.

FIEPA expande inteligência artificial para educação
Além das atividades administrativas, a iniciativa passou a contemplar o ambiente educacional do SESI, alcançando aproximadamente 8 mil alunos e professores.
A utilização da inteligência artificial nas atividades de ensino e aprendizagem está relacionada também à participação da escola SESI no programa internacional Microsoft Showcase, que incorporou o uso da tecnologia entre seus requisitos.
A expansão para o público estudantil, incluindo menores de idade, exigiu a elaboração de políticas específicas de governança e segurança.

Antes de disponibilizar os recursos, a FIEPA, com apoio da Brasoftware, trabalhou na definição das condições necessárias para garantir a utilização responsável da inteligência artificial no ambiente escolar.

“No ambiente educacional, esse cuidado é ainda mais importante. Antes de liberar a solução, tivemos que trabalhar questões de segurança e governança e desenvolver políticas específicas para o uso de inteligência artificial. A tecnologia só foi ativada depois que essa estrutura estava preparada”, destaca Lender.

A iniciativa amplia o alcance da transformação digital da instituição, levando ferramentas de inteligência artificial tanto aos profissionais responsáveis pelas atividades administrativas quanto à comunidade educacional atendida pelo SESI.

Monitoramento permite otimizar investimentos
No ambiente administrativo, cerca de 2 mil colaboradores da FIEPA possuem acesso ao Copilot Chat. Desse total, 63 usuários contam com licenças da versão mais avançada da ferramenta, integrada a aplicações como Teams, Outlook, Word e PowerPoint.
A distribuição dessas licenças é acompanhada pela área de TI, que monitora sua utilização e identifica oportunidades de direcioná-las aos profissionais e setores com maior necessidade.

“Conseguimos acompanhar se as licenças estão efetivamente sendo utilizadas. Isso é importante porque permite entender a adesão e, se determinada pessoa não estiver utilizando a ferramenta, avaliar se aquela licença pode ser direcionada para outro profissional que tenha maior necessidade. É uma maneira de acompanhar a adoção e também otimizar o investimento”, explica o assessor de TI.

O acompanhamento não tem como objetivo medir individualmente a produtividade dos colaboradores com base na frequência de uso da inteligência artificial. A proposta é avaliar a adesão à tecnologia e garantir melhor aproveitamento dos recursos contratados.

A Brasoftware, parceira tecnológica da FIEPA há mais de seis anos, participa do processo de implantação, capacitação e expansão das soluções Microsoft utilizadas pela instituição.

Produtividade e novas aplicações
Entre os primeiros benefícios identificados pela FIEPA estão a simplificação de atividades operacionais e a possibilidade de reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas.

O Copilot já é utilizado para apoiar a elaboração de e-mails, documentos e apresentações, além de facilitar a produção de atas, relatórios, resumos e análises de informações em planilhas.

A integração com ferramentas como Teams e Outlook também contribui para a organização de reuniões e o tratamento de informações utilizadas no cotidiano profissional.

“O Copilot ajuda na elaboração de e-mails, documentos e apresentações, na análise de informações e principalmente na organização de reuniões. Com isso, os colaboradores conseguem dedicar menos tempo às tarefas operacionais e mais tempo às atividades estratégicas”, afirma Lender.

A expectativa da instituição é continuar ampliando o uso da inteligência artificial conforme novas aplicações sejam identificadas e os profissionais adquiram maior familiaridade com a tecnologia.

Para a FIEPA, a adoção gradual, associada à capacitação e à governança, permite incorporar a inteligência artificial às atividades da organização de forma estruturada, conciliando ganhos de produtividade, segurança das informações e desenvolvimento de novas competências digitais.

A experiência também demonstra como a utilização de IA pode ultrapassar os setores administrativos e alcançar a educação, contribuindo para a modernização dos processos e para a preparação de profissionais e estudantes diante das transformações tecnológicas.

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