Projeto apoiado pela ENGIE oferece formação tecnológica a estudantes de baixa renda; iniciativa já beneficiou mais de 600 crianças e adolescentes
Inteligência artificial e robótica estão sendo usadas para ampliar o acesso de crianças e adolescentes à formação tecnológica em Minas Gerais. O trabalho faz parte das atividades do Instituto Madiba, que atende estudantes de famílias de baixa renda e combina o ensino de novas tecnologias com qualificação profissional e preparação para o mercado de trabalho.
Fundado em 2014, o instituto atende atualmente 92 alunos e já beneficiou mais de 600 crianças e adolescentes. Entre as atividades oferecidas estão aulas de robótica e inteligência artificial, desenvolvimento profissional e programas de jovem aprendiz.
A iniciativa também mantém parcerias para facilitar o ingresso de estudantes no ensino superior, com bolsas de estudo e acompanhamento dos alunos, além de uma biblioteca física e outra virtual abertas à comunidade.
“Nosso objetivo é transformar vidas, não só dos alunos, mas das suas famílias e da comunidade onde estão inseridos. Temos ex-alunos que viraram colaboradores do projeto, inclusive atuando hoje como professores”, destaca a diretora do Instituto Madiba, Marize da Cunha Rezende Cerchi.
Tecnologia como porta de entrada para novas carreiras
O projeto é apoiado pela ENGIE por meio do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA). Entre 2023 e 2025, foram destinados R$ 163,6 mil à instituição. Em 2026, o apoio chegou a mais de R$ 75 mil.
Para participar das atividades, os estudantes passam por avaliação socioeconômica e visita de assistente social. A procura já supera a quantidade de vagas disponíveis, e o instituto mantém uma fila de espera.
Ao colocar tecnologias como IA e robótica na formação de jovens de baixa renda, a iniciativa busca aproximar estudantes de conhecimentos que ganham importância no mercado de trabalho e ampliar as possibilidades de qualificação profissional.
O modelo também cria um ciclo dentro da própria instituição. Alguns dos jovens que passaram pelo projeto retornaram posteriormente como colaboradores e professores, utilizando o conhecimento adquirido para formar novos alunos.
Esporte completa iniciativas voltadas aos jovens
O apoio da ENGIE na região também inclui o Meninas de Ouro, projeto que utiliza o esporte como instrumento de formação e inclusão social.
Criada em 1997, a iniciativa atende atualmente cerca de 350 meninas de 7 a 16 anos, que participam gratuitamente de aulas de iniciação esportiva e treinamento competitivo em vôlei, com atividades realizadas entre duas e cinco vezes por semana. O projeto também atende jovens com diferentes perfis, incluindo alunas com autismo.
Entre 2023 e 2025, a ENGIE destinou cerca de R$ 676 mil ao Meninas de Ouro por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Em 2026, foram destinados outros R$ 10 mil, além de um aporte adicional de R$ 200 mil em processo de doação.
“Quando perguntamos para um grupo de estudantes quem pratica algum esporte, muitas vezes apenas os meninos levantam a mão. É muito importante criarmos oportunidades para que as meninas também tenham uma vida esportiva. O esporte abre muitas portas. Temos alunas que, graças ao vôlei, hoje cursam faculdade, inclusive em universidades do exterior”, afirma a coordenadora do projeto, Bethânia Melo.
Ao longo de sua trajetória, o Meninas de Ouro revelou atletas como Camila Brait, medalhista olímpica no vôlei. Assim como o Instituto Madiba, o projeto atualmente possui fila de espera.
Os dois programas recebem apoio da ENGIE por meio da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada em Rifaina (SP) e integrante do parque gerador da companhia desde 2017.
“Acreditamos que o desenvolvimento das comunidades passa pela criação de oportunidades para as novas gerações. Ao apoiar projetos como o Meninas de Ouro e o Instituto Madiba, contribuímos para que crianças e adolescentes tenham acesso ao esporte, à educação e à qualificação, ampliando suas perspectivas de futuro e fortalecendo o desenvolvimento social da região”, acrescenta Rogério Suematsu, gerente da Usina Hidrelétrica Jaguara.
Ao combinar formação em inteligência artificial e robótica, qualificação profissional e inclusão pelo esporte, as iniciativas mostram como tecnologia e educação podem ampliar o acesso de jovens a conhecimentos e oportunidades que antes estavam mais distantes de sua realidade.









